Criptomoedas são mais seguras que sistemas B2B tradicionais?

Blockchain já é infraestrutura de pagamentos no Brasil. Descubra por que soluções como a XGATE tornam transações B2B mais seguras e à prova de fraudes.

O Banco Central do Brasil acaba de reforçar o que o mercado já vinha sinalizando: blockchain não é mais uma tecnologia experimental, é infraestrutura de pagamentos. Com a publicação de três resoluções em novembro de 2025 regulamentando o mercado de criptoativos, e iniciativas como a plataforma PIER (Plataforma de Integração de Informações das Entidades Reguladoras) já usando tecnologia de ledger distribuído, o recado está dado. Se o próprio Banco Central confia em blockchain para compartilhar dados sensíveis entre CVM e Susep, por que sua empresa ainda hesita?​

A resposta costuma estar na última grande objeção antes do contrato: segurança. CTOs, compliance officers e heads de risk querem garantias. E com razão. Afinal, as fraudes no sistema financeiro cresceram 12% no primeiro semestre de 2025, e 24% dos bancos relataram aumento na fraude de pagamentos B2B em tempo real. Mas aqui está o ponto que pode transformar sua decisão: os sistemas tradicionais centralizados são parte do problema, não da solução.​

O que o Banco Central já sabe (e você precisa descobrir)

Enquanto empresas ainda debatem a confiabilidade de criptomoedas, o Banco Central brasileiro já implementou blockchain em sua própria infraestrutura regulatória. A plataforma PIER usa uma DLT privada e permissionada para descentralizar e criptografar o intercâmbio de informações entre órgãos reguladores. O resultado? Mais agilidade, segurança e auditabilidade nos fluxos regulatórios.​

Não é apenas o Brasil. A Singapore Exchange Limited adotou blockchain para criar uma conta de pagamento interbancária mais eficiente. A Amazon solicitou patente para um sistema de ledger distribuído que verifica a autenticidade de mercadorias vendidas em sua plataforma. E no Reino Unido, nove grandes bancos se juntaram ao Mastercard em uma plataforma antifraude baseada em inteligência artificial que, se adotada por todos os bancos do país, poderia economizar £100 milhões.​

A tokenização com compliance jurídico já é realidade em supply chain finance e agribusiness. A VERT Capital planeja tokenizar até US$ 1 bilhão em dívidas e recebíveis, com clientes como Cargill, Santander e Raízen. O Mercado Bitcoin anunciou planos de tokenizar mais de US$ 200 milhões em ativos do mundo real. Em 2025, a tokenização de ativos reais cresceu mais de 300% no Brasil, movimentando mais de 2 bilhões de reais em contratos digitais.​

Brasil se consolida como hub de RWA (Real World Assets) na América Latina. E você? Ainda está auditando pagamentos com sistemas que têm pontos únicos de falha?​

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Blockchain vs. sistemas tradicionais: histórico inalterável ou vulnerabilidade centralizada?

Vamos direto ao ponto: bancos tradicionais operam em sistemas centralizados. Isso significa que todos os registros protegidos em um banco de dados são mantidos em um único ponto e cada ponto único é uma vulnerabilidade potencial. Quando um administrador de banco de dados (DBA) tem acesso irrestrito para alterar informações, você está confiando em processos humanos para garantir a integridade dos seus dados.​

Blockchain funciona de forma radicalmente diferente. Cada participante em uma blockchain tem uma cópia segura de todos os registros. Quando há inconsistência, a tecnologia identifica e corrige imediatamente qualquer informação não confiável. Nenhum participante pode violar uma transação depois que ela é registrada no ledger compartilhado. Se o registro de uma transação apresentar erro, você deve adicionar uma nova transação para revertê-lo e ambas as transações ficam visíveis na rede.​

É a diferença entre um sistema que pode ser adulterado retroativamente e um sistema que é cronologicamente imutável. Entre auditoria retroativa, que já não é sustentável dado o volume de transações e a multiplicação de instituições supervisionadas e auditoria em tempo real, com rastreabilidade contínua dos fluxos financeiros.​

Por que sistemas centralizados continuam vulneráveis a fraudes

Os números não mentem. Pagamentos B2B em tempo real são alvo principal para fraudadores. Nas instituições de pagamento, 27% das fraudes envolvem engenharia social, 13% vulnerabilidades em aplicativos e cadastros, e 13% fraude de crédito. Entre as empresas dos EUA alvo de fraudes de pagamento, 36% atribuíram isso as transações com cartões.​

No contexto B2B, uma única fraude pode gerar perdas significativas. Validação de CNPJs e dados bancários é essencial para evitar pagamentos indevidos a fornecedores falsos. E o cenário está piorando: tentativas de fraude por identidade sintética cresceram 140% em 2025 no Brasil, e o uso de deepfakes para fins fraudulentos é cinco vezes mais frequente que nos EUA.​

A burocracia dos processos bancários tradicionais, abertura de contas, concessão de empréstimos, transferências, envolve uma série de procedimentos manuais. Cada etapa manual é uma oportunidade para erro humano ou adulteração. Processos retroativos de auditoria já não são sustentáveis diante do volume de transações modernas.​

Como blockchain oferece auditoria à prova de fraudes

A arquitetura descentralizada do blockchain elimina pontos únicos de falha e assegura a integridade dos dados. Cada transação se torna um bloco imutável, reduzindo drasticamente o risco de adulteração. Mais do que isso: blockchain é autoauditado.​

Todos os usuários têm uma cópia completa da razão com todos os dados e todas as transações. O resultado? Rastreabilidade em tempo real que dá aos reguladores, visibilidade contínua dos fluxos financeiros. Qualquer problema na cadeia pode ser facilmente rastreado até sua origem. Os registros são permanentes, imutáveis e ordenados cronologicamente.​

Essa transparência não é apenas teórica. Na prática, blockchain já está sendo usado para:

Supply chain finance: A tecnologia registra cada etapa do processo produtivo, da entrada da matéria-prima até a finalização do produto. Permite identificar rapidamente falhas, garante rastreabilidade completa e possibilita integração entre transportadoras, operadores logísticos e armazéns. Você tem visibilidade em tempo real do nível de estoque ao longo de toda a cadeia de suprimentos.​

Gestão de fornecedores: Blockchain armazena certificações, licenças e históricos de desempenho dos fornecedores. Isso traz mais agilidade ao processo de auditoria, garante conformidade com normas regulatórias e segurança no processo de seleção.​

Pagamentos internacionais: Startups como a Nuvem já lançaram soluções de pagamento baseadas em blockchain especificamente para empresas da América Latina, permitindo uso de stablecoins para liquidações globais e pagamentos B2B internacionais. A plataforma oferece transações internacionais mais rápidas, custódia segura de ativos digitais, complexidade cambial reduzida e melhor liquidez operacional.​

Smart contracts: quando compliance vira código

Aqui está onde blockchain vai além de segurança passiva para se tornar ferramenta ativa de compliance. Smart contracts automatizam o cumprimento de regras. Eles executam ações apenas quando condições predefinidas são atendidas, reduzindo chances de má conduta e diminuindo custos operacionais.​

Na prática, isso significa que você pode programar contratos inteligentes para automatizar a distribuição de dividendos, outras obrigações legais, liberação de pagamentos mediante validação de identidade, ou qualquer outra condição que precise ser verificada antes de uma transação ser concluída.​

O resultado? Auditorias automáticas em tempo real. Redução de falhas humanas. Transparência aumentada e confiança entre as partes envolvidas nas transações. E integração da governança corporativa diretamente no código, não como política que pode ser ignorada, mas como regra técnica que precisa ser cumprida para a transação acontecer.​

Compliance no Brasil: regulamentação clara para quem quer agir agora

A objeção “não há regulamentação clara” já caducou. A Lei nº 14.478/2022, conhecida como Marco Legal dos Criptoativos, estabeleceu o Banco Central como órgão competente para regular, autorizar e supervisionar prestadoras de serviços de ativos virtuais. Em novembro de 2025, o BC publicou três resoluções disciplinando a prestação de serviços de ativos virtuais, constituição e funcionamento das sociedades prestadoras (SPSAVs), e critérios de autorização.​

A Resolução CVM 88, que regula crowdfunding e tokenização de ativos, já permitiu emissões de mais de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre de 2025. Uma consulta pública aberta em setembro de 2025 propõe expandir limites de captação de R$ 15 milhões para R$ 25 milhões e trazer maior clareza regulatória para ofertas feitas em blockchain e tokenização.​

A regulamentação brasileira já prevê:

  • Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo (PLD/FT): rastreabilidade de transações é essencial, e prestadores de serviços de ativos virtuais devem adotar mecanismos KYC (Know Your Customer) e monitoramento para identificar movimentações suspeitas.​
  • Proteção ao investidor: transparência na oferta e negociação de tokens é requisito fundamental, incluindo divulgação de informações completas sobre ativo subjacente, riscos envolvidos, direitos conferidos e estrutura regulatória.​
  • Obrigações contábeis e fiscais: empresas que operam com tokenização devem seguir normativas da Receita Federal e do Banco Central para correta contabilização e tributação.​

Tokenização é legal no Brasil desde que atenda aos requisitos legais, contratuais e societários vigentes. E 83% das empresas em amostra recente já apresentam alto ou profundo domínio técnico em blockchain e tecnologias de ledger distribuído.​

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O custo real de não adotar blockchain

Enquanto você pondera, seus concorrentes estão agindo. O mercado global de blockchain no setor financeiro deve sair de US$ 729 milhões em 2022 para US$ 79,3 bilhões em 2032. A Boston Consulting Group projeta que o mercado de ativos tokenizados pode atingir US$ 16 trilhões até 2030.​

Mais importante: o custo de não adotar pode ser maior que o custo de adotar. Fraudes continuam crescendo em sistemas tradicionais. Processos manuais continuam lentos e caros. Intermediários continuam cobrando taxas que blockchains eliminam. E a cada dia que passa sem rastreabilidade em tempo real, você está operando com menos visibilidade que seus reguladores e seus competidores esperam.​

A natureza descentralizada do blockchain reduz a suscetibilidade a ataques cibernéticos que são mais prevalentes em sistemas centralizados. Reduz custos operacionais associados a diversos riscos financeiros, como riscos de crédito, mercado e operacional. E proporciona maior eficiência nas operações bancárias, eliminando intermediários e processos burocráticos adicionais.​

Qual sistema você quer auditar seu fluxo de pagamentos?

Voltemos à pergunta inicial: blockchain oferece histórico inalterável. Bancos tradicionais, não. Qual você quer auditar seu fluxo de pagamentos?

Se sua resposta ainda for “sistemas tradicionais”, considere o seguinte:

  • Você está confiando em pontos únicos de falha que podem ser adulterados.​
  • Você está usando auditoria retroativa quando o volume de transações exige auditoria em tempo real.​
  • Você está mantendo burocracia manual quando smart contracts podem automatizar compliance.​
  • Você está vulnerável a fraudes que cresceram 12% no primeiro semestre de 2025.​
  • Você está perdendo eficiência operacional, transparência e rastreabilidade que blockchain já oferece.​

Sistemas tradicionais foram construídos para uma era analógica. Blockchain foi construído para uma era digital e regulada. O Banco Central já adotou. Empresas globais já adotam. Supply chain finance, agribusiness, e pagamentos internacionais já migraram.

A verdadeira pergunta não é “posso confiar em blockchain?”. É: por quanto tempo você pode se dar ao luxo de confiar apenas em sistemas legados?

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